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Desigualdades de gênero

“Uma das dimensões mais relevantes da violência exercida contra as mulheres (…) consiste no facto da sua prática não ser pontual, mas de se inserir em trajetórias de violência que, muitas vezes, e em relação às casadas ou em união de facto, vem desde a fase do namoro. Tais trajetórias são, também, a expressão dos condicionamentos socioculturais que dificultam que as mulheres vítimas quebrem os ciclos de violência. Muitos desses fatores resultam direta e indiretamente das desigualdades de género, que tendem a atribuir-lhes papéis onde o reconhecimento social advém da não reação e maior passividade.”                 

 

                                                    (Lisboa, Barroso, Patricio, & Leandro, 2009)

Devemos encarar esta fase de confinamento como um momento de mudança e uma oportunidade para investir na sensibilização para a igualdade de género, nomeadamente desconstruindo a ideia de que as mulheres têm de estar sobrecarregadas que os homens devem ser afastados das tarefas domésticas e dos cuidados que também lhes dizem respeito e que, por vezes, são de si afastados por pressões sociais. (Torres, 2020) Ainda que com o passar de gerações tenham surgido algumas evoluções nesta forma de ver os géneros com igualdade, abordando a perspetiva de alguns jovens, estes consideram ainda que” quando é necessário, é “mais próprio” para as mulheres “ficarem em casa” do que os homens” e enquanto esta justificação social for possível de aceitação não haverá evolução realmente credível neste parâmetro. (Lisboa, Barroso, Patricio, & Leandro, 2009)

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Fonte : Torres, J. (2020). Violência de Gênero em tempos de covid-19: um mal nunca vem só. Jornal Público.

Liasboa, M., Barroso, Z., Patricio, J., & Leandro, A. (2009). Violência e Género - Inquérito Nacional sobre a violência exercida contra Mulheres e Homens. Lisboa: Comissão para a Cidadania e Igualdade de Género.

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