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Ciclo da violência

A violência doméstica apresenta um sistema circular que se divide em três fases:

1ª fase - aumento de tensão: as tensões acumuladas no quotidiano, as injúrias e as ameaças por parte do agressor criam, na vítima , uma sensação de perigo constante. Nesta etapa qualquer coisa serve de motivo para o agressor ser agressivo com a vítima, como por exemplo em situações da gestão da casa, compras ou porque a mulher saiu de casa e chegou depois da hora estipulada pelo agressor. O aumento da tensão na maioria dos casos origina discussão e, posteriormente, o ato violento.

2ª fase - ataque violento : o agressor maltrata física e psicologicamente a vítima; estes maus-tratos costumam crescer na sua frequência e intensidade. Geralmente começa com a violência verbal que desencadeia a violência física, mas as vitimas ainda não reagem porque esperam que a “não resposta “ atenue a agressividade do agressor. Por vezes, as vítimas nesta fase precisam de cuidados médicos e o agressor acompanha até ao hospital para ter a garantia que estas não falem sobre a situação. O agressor arranja desculpas para a sua atitude  ou atribui a culpa à vítima, através de afirmações do gênero “foste tu que me provocaste“ ou a fatores externos como o álcool ou afirmam que tiveram um “ dia mau “.

3ª fase - lua-de-mel : o agressor envolve agora a vítima de carinho e atenção, desculpando-se pelas agressores e prometendo voltar ( nunca mais voltará a exercer a violência ). depois dos atos violentos o agressor promete que não volta a repeti-los e trata a vítima com carinho para que esta acredite que foi uma vez sem exemplo. Uma vez que esta fase é marcada por uma grande atenção por parte do agressor em relação à vítima, também pode ser chamada como “lua-de-mel”, o comportamento instável do agressor faz com que a vítima acredite que ainda existe amor na relação e que o seu companheiro irá mudar de comportamento. Esta esperança na mudança por parte da vítima é proveniente do desejo de ver um protejo de vida a dois ser bem-sucedido e pelo reconhecimento de aspectos positivos no companheiro.

Fonte : Manita, C., Ribeiro, C., & Peixoto, C. (2009). Em Violência Doméstica : Compreender para Intervir, Guião de Boas Práticas para Profissionais de saúde (pp. 16-32). Lisboa: Sersilito, Empresa Gráfica, Lda.

Fonte : APAV ( Associação de Apoio À Vítima )

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